reduzir, reutilizar e reciclar
Simpósio da Plastivida discute o uso de sacolas plásticas
O evento abordou a fase piloto do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. Também houve palestra de Guilherme Queiroz, pesquisador do Centro de Tecnologia de Embalagem, e de Joseph Greene, especialista dos EUA em decomposição de plástico
Por Érica Georgino
Planeta Sustentável - 01/07/2008
A Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos realizou o seu 9º Simpósio nesta segunda-feira (30/07), em São Paulo, dando seqüência aos “encontros para divulgar a importância do plástico para a vida moderna e o seu uso consciente”, como definiu o presidente da instituição, Francisco de Assis Esmeraldo Filho. O destaque do evento foi a participação de Joseph Greene, professor da Universidade Estadual da Califórnia e coordenador de um estudo sobre a degradação de embalagens plásticas, encomendado pelo governo da Califórnia.
Esmeraldo Filho apresentou o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, projeto lançado pela Plastivida – entidade que representa a cadeia produtiva de empresas do setor, como Basf, Braskem e Petroquisa. As bases do Programa são:
- Parceria da Plastivida, do INP - Instituto Nacional do Plástico e da ABIEF - Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis com entidades estaduais, como a APAS - Associação Paulista de Supermercados;
- União da indústria do plástico e do varejo.
- Melhoria na qualidade das sacolas. Isso evitaria, por exemplo, o uso de várias unidades para o transporte de um produto pesado.
A meta do projeto é a redução de 30% no consumo de sacolas plásticas nos locais em que for implementado. A principal ação é a capacitação dos operadores de caixa, empacotadores e monitores do supermercado, através da distribuição de folhetos e cartilhas, para que eles conversem com os consumidores e expliquem que as sacolas fornecidas nessas lojas são mais resistentes.
A fase piloto do programa teve início em maio e será concluída nesta semana. Os testes envolveram 16 lojas de supermercado da Grande São Paulo – unidades das redes Pão de Açúcar, Carrefour, Alvorada e Vip. Esmeraldo Filho disse que ainda não foi concluído o balanço do início do projeto, mas já classifica os dados a que teve acesso como “excepcionais”.
O programa está em expansão. Em julho, supermercados do Paraná e de Santa Catarina irão aderir. Em agosto, há previsão de que Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul se integrem e, em setembro, será a vez de lojas da Bahia e de Pernambuco.
O Simpósio teve, também, a palestra de Guilherme de Castilho Queiroz, pesquisador do Centro de Tecnologia de Embalagem do ITAL - Instituto de Tecnologia de Alimentos. Ele expôs uma avaliação do ciclo de vida de sacolas plásticas à base de polietileno, e comentou que existe um erro conceitual: “O problema não é o plástico durar mil anos, e sim jogá-lo na natureza. Temos que repensar a nossa educação ambiental”. E acrescentou: “Se eu mantenho os materiais a serviço da sociedade por mil anos, eu economizo o consumo de recursos naturais. Por isso se bate tanto nas teclas de reduzir, reutilizar e reciclar”.
A última palestra do evento foi a de Joseph Greene, da California State University. Ele coordenou, em parceria com o CIWMB - Califórnia Integrated Waste Management Board, um estudo para testar a decomposição de produtos biodegradáveis, oxi-biodegradáveis e de plásticos comuns. O trabalho, realizado entre 2004 e 2007, concluiu que a biodegradação não é uma solução definitiva para o lixo. Entre as variedades testadas pelo professor, havia desde os plásticos que realmente foram absorvidos pelo ambiente – nas condições do estudo –, até situações como a dos "fotodegradáveis", que não sofreram alterações.
Segundo Greene, um dos principais problemas quanto à discussão do uso do plástico é a própria definição sobre o que seria a “biodegradação”. Para ele, “é quando o material vira totalmente fonte de alimento e energia para os microorganismos do ambiente, num curto período de tempo”.
A Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos realizou o seu 9º Simpósio nesta segunda-feira (30/07), em São Paulo, dando seqüência aos “encontros para divulgar a importância do plástico para a vida moderna e o seu uso consciente”, como definiu o presidente da instituição, Francisco de Assis Esmeraldo Filho. O destaque do evento foi a participação de Joseph Greene, professor da Universidade Estadual da Califórnia e coordenador de um estudo sobre a degradação de embalagens plásticas, encomendado pelo governo da Califórnia.
Esmeraldo Filho apresentou o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, projeto lançado pela Plastivida – entidade que representa a cadeia produtiva de empresas do setor, como Basf, Braskem e Petroquisa. As bases do Programa são:
- Parceria da Plastivida, do INP - Instituto Nacional do Plástico e da ABIEF - Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis com entidades estaduais, como a APAS - Associação Paulista de Supermercados;
- União da indústria do plástico e do varejo.
- Melhoria na qualidade das sacolas. Isso evitaria, por exemplo, o uso de várias unidades para o transporte de um produto pesado.
A meta do projeto é a redução de 30% no consumo de sacolas plásticas nos locais em que for implementado. A principal ação é a capacitação dos operadores de caixa, empacotadores e monitores do supermercado, através da distribuição de folhetos e cartilhas, para que eles conversem com os consumidores e expliquem que as sacolas fornecidas nessas lojas são mais resistentes.
A fase piloto do programa teve início em maio e será concluída nesta semana. Os testes envolveram 16 lojas de supermercado da Grande São Paulo – unidades das redes Pão de Açúcar, Carrefour, Alvorada e Vip. Esmeraldo Filho disse que ainda não foi concluído o balanço do início do projeto, mas já classifica os dados a que teve acesso como “excepcionais”.
O programa está em expansão. Em julho, supermercados do Paraná e de Santa Catarina irão aderir. Em agosto, há previsão de que Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul se integrem e, em setembro, será a vez de lojas da Bahia e de Pernambuco.
O Simpósio teve, também, a palestra de Guilherme de Castilho Queiroz, pesquisador do Centro de Tecnologia de Embalagem do ITAL - Instituto de Tecnologia de Alimentos. Ele expôs uma avaliação do ciclo de vida de sacolas plásticas à base de polietileno, e comentou que existe um erro conceitual: “O problema não é o plástico durar mil anos, e sim jogá-lo na natureza. Temos que repensar a nossa educação ambiental”. E acrescentou: “Se eu mantenho os materiais a serviço da sociedade por mil anos, eu economizo o consumo de recursos naturais. Por isso se bate tanto nas teclas de reduzir, reutilizar e reciclar”.
A última palestra do evento foi a de Joseph Greene, da California State University. Ele coordenou, em parceria com o CIWMB - Califórnia Integrated Waste Management Board, um estudo para testar a decomposição de produtos biodegradáveis, oxi-biodegradáveis e de plásticos comuns. O trabalho, realizado entre 2004 e 2007, concluiu que a biodegradação não é uma solução definitiva para o lixo. Entre as variedades testadas pelo professor, havia desde os plásticos que realmente foram absorvidos pelo ambiente – nas condições do estudo –, até situações como a dos "fotodegradáveis", que não sofreram alterações.
Segundo Greene, um dos principais problemas quanto à discussão do uso do plástico é a própria definição sobre o que seria a “biodegradação”. Para ele, “é quando o material vira totalmente fonte de alimento e energia para os microorganismos do ambiente, num curto período de tempo”.