Por Thays Prado
Planeta Sustentável - 24/06/2008
O Global Forum América Latina reuniu, de 18 a 20 de junho, empresários, estudantes e professores universitários, membros de ONGs e alguns representantes de órgãos do governo para uma grande troca de idéias entre os participantes acerca do que poderia ser feito para alinhar a formação acadêmica com as novas demandas do mercado – que busca profissionais que conheçam sobre sustentabilidade e levem em conta não apenas os impactos econômicos, mas também os sociais, ambientais e políticos ao fazer escolhas dentro da organização.
Para garantir que os cerca de 1300 inscritos pudessem compartilhar suas experiências e propostas durante os dois dias de intensa produção, eles foram distribuídos em mesas com seis a oito integrantes e participaram da dinâmica de Investigação Apreciativa, criada por Ronald Fry, professor da Case Western Reserve University.
ABERTURA
O evento foi marcado por um clima propositalmente informal que procurou acolher o público e os palestrantes. A abertura oficial começou traçando um paralelo entre o que seria desenvolvido durante os dois dias seguintes e as relações de amizade – fundamentais para os seres humanos e que implicam em conhecimento mútuo, afeição, proteção, senso de cooperação e aceitação da essência de cada um.
Rodrigo Loures, presidente da FIEP - Federação das Indústrias do Estado do Paraná e coordenador do evento, ressaltou que, atualmente, existem muitas iniciativas em prol do desenvolvimento sustentável, mas que elas acontecem de maneira desarticulada. Ele ainda falou sobre o papel fundamental da educação na formação dos novos líderes de negócios e a importância de os quatro atores – acadêmicos, empresários, sociedade civil e governos – refletirem sobre isso não apenas durante o evento, mas também dali em diante.
O movimento Global Forum teve início em 2006, em Cleveland (Ohio, EUA) e envolveu quatrocentas lideranças de quarenta países, que discutiram a importância de se repensar o modelo educacional das universidades, principalmente dos cursos de Administração e relacionados. Na época, uma das recomendações foi a de que a iniciativa fosse replicada em várias regiões do planeta e pudesse abordar o assunto em níveis mais locais e, portanto, mais específicos. Rodrigo Loures sugeriu que o primeiro evento regional fosse realizado no Brasil e se ofereceu para organizá-lo.
Para o coordenador do GFAL, a tendência é de que os fóruns se tornem cada vez mais locais, refletindo sobre a educação superior e os negócios em cidades, universidades e salas de aula. Ele ainda falou sobre a necessidade de as transformações na academia serem acompanhadas de transformações simultâneas no mundo empresarial, sob a chancela da sociedade civil – que tem o poder de exercer o consumo consciente – e dos governos – com seus modelos de gestão e regulamentação.
INSPIRAÇÕES
Com o tema “Alianças Estratégicas: Empresas, Universidades e Sociedade cooperando para a Sustentabilidade”, a manhã do dia 19 de junho foi dedicada a ouvir especialistas na área.
Christina Carvalho Pinto, do Mercado Ético, Oscar Motomura, do grupo Amana-Key, Ricardo Young, do Instituto Ethos, Mário Monzoni, da GVces, e o professor universitário Cláudio de Moura Castro serviram de inspiração e referência para que os participantes discutissem o tema, posteriormente, em suas mesas.
Trabalhando no Mercado Ético, uma plataforma de comunicação dedicada à sustentabilidade, Christina falou sobre a importância de os profissionais de mídia estarem mais conectados com eles mesmos para conseguirem fazer com que o tema da sustentabilidade faça sentido para o público e reverbere em seus corações. “Primeiro precisamos aprender a nos comunicar com nosso próprio ser, porque só podemos fazer o que nós somos. Quando nos descolamos de nós mesmos, nos sentimos frágeis e precisamos adquirir coisas externas para expressar nossa identidade”, argumenta. “O sentimento profundo de estar conectado com sua essência proporciona a comunicação com a vida como um todo e a sensação de fazer parte desta mega-teia”.
Para ela, toda prática em prol do desenvolvimento faz diferença, mas “uma pequena prática não significa sustentabilidade. Sustentabilidade não pode ser um apêndice, precisa ser a alma, o coração, o cérebro, a espinha dorsal”. Por meio da responsabilidade socioambiental, Christina diz que é possível obter um lucro triplo – financeiro, como ser humano e para a Terra.
Ricardo Young chamou atenção para um fenômeno atual que envolve empresas e universidades. Ele observa que as empresas demandam novos saberes e inteligências e, por isso, acabam criando as universidades corporativas. Ao mesmo tempo, as universidades decidem formar profissionais para o mercado e banalizam a educação, tornando-a técnica. “Temos um diálogo entre surdos e mudos: empresas que emulam o papel das universidades e universidades que emulam o papel das empresas”.
O presidente do Instituto Ethos conta que o “rebaixamento da alma” – o desprezo que os processos de capacitação têm pelos valores essenciais do ser humano, a compreensão da vida e a visão integradora de desenvolvimento sustentável – sempre lhe intrigou. Ele lembra que, durante a Conferência Internacional do Ethos deste ano, uma professora de Harvard afirmou haver percebido que os alunos aprendiam muito mais fora, do que dentro da sala de aula.
Ricardo Young ainda citou a pesquisa realizada pelo MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts sobre os fatores fundamentais que fizeram os principais executivos de empresas transnacionais se transformarem em líderes de sucesso. Os resultados apontavam muito mais para aspectos pessoais do que para os pontos estratégicos normalmente enumerados pela mídia.
“Não existe liderança possível em um mundo complexo, se não houver um profundo processo de autoconhecimento, que passa por diálogo, introspecção, co-criação e intuição”, diz Young. Para ele, “está decretada a falência do líder herói e do líder especialista e setorial”, existe uma emergência para a construção de um novo padrão civilizatório e para a formação de um novo tipo de líder – “não aquele formado nos bancos das escolas, nem nos escaninhos e baias das empresas, mas um líder cuja principal qualidade seja a capacidade de aprender a desafiar os próprios princípios e conceitos pré-definidos e ousar com criatividade, inovando e sendo um verdadeiro interventor na realidade. A sociedade clama por lideranças que tenham capacidade de olhar acima e além da sua experiência setorial e de seus interesses pessoais e corporativos. Sem o novo, não há sobrevivência possível no planeta. Esse é desafio urgente que todos temos”.
Ele ainda defende que as transformações devem partir das grandes empresas, responsáveis por mobilizar toda a cadeia produtiva e incentivar o consumo consciente.
O professor Cláudio de Moura Castro falou que a ignorância, ou o total desconhecimento do tema sustentabilidade pode levar a escolhas equivocadas e ressaltou a importância da informação sobre o assunto. Ele também acredita que a sociedade já adquiriu a capacidade de cooperar e empreender ações em prol do coletivo, no entanto, é impossível queimar a etapa da informação sob pena de se fazer um esforço em vão.
Cláudio ainda comenta que não dá para aprender certas coisas pela prática. “Não dá para desmatar primeiro para depois aprender que isso é prejudicial. É aí que entra o papel das lideranças das empresas e do sistema educacional em todos os níveis”.
Para Mário Monzoni, a sustentabilidade ainda é tratada como um tema marginal, que precisa ganhar transversalidade e permear todos os departamentos de um curso acadêmico. Sua percepção é de que os alunos têm repensado suas visões e valores cada vez mais cedo e as universidades precisam responder a essa demanda.
Oscar Motomura propôs que se imaginasse um helicóptero que fosse subindo e revelando: a relação entre o departamento de uma empresa com os demais, em seguida, a inserção da empresa no contexto de mercado, e, depois, na sociedade como um todo. Para o executivo, é preciso que cada um consiga enxergar a si mesmo, seu trabalho e sua organização como parte do planeta. “A pergunta é: qual o meu papel no mundo e o que faço para melhorá-lo?”.
Ele diz que a parceria entre universidades, governos e o mundo empresarial só pode se dar a partir das pessoas que trabalham nessas instituições. Por isso, Motomura acredita que devemos olhar as conexões por uma perspectiva mais biológica e menos mecânica. “Estamos em um momento não de buscar melhorar o que existe, mas de questionar o que existe. E, assim, ter a coragem de reinventar os negócios, os cursos das universidades e os governos. O catalisador das mudanças são as pessoas. Um contamina positivamente o outro. Não há nada mais poderoso do que isso”. Ele finalizou a manhã de palestras dizendo que “já estamos fazendo o possível e, se olharmos de perto, o impossível também. Talvez falte agora viabilizar esse impossível mais rapidamente através da contaminação positiva por meio de ações”.
A tarde do dia 19 contou com a presença do consultor indiano, Ram Charan, responsável pela formação dos principais CEOs do mundo.
No dia 20, foi a vez de algumas empresas e projetos apresentarem suas iniciativas em sustentabilidade para que o público tivesse exemplos reais e pudesse, em seguida, imaginar propostas e soluções que articulassem empresas, universidades, governos e sociedade civil e que contribuíssem para um futuro próximo mais sustentável. O Planeta Sustentável foi um dos movimentos que apresentou case, assim como o Banco Real, o banco Bilbao Vizcaya, a rede de supermercados Wall Mart, a organização Brahma Kumaris e a ANGRAD – Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração.
NÃO ACABA AQUI
No encerramento do GFAL, Rodrigo Loures comentou sobre o papel do evento ao despertar a criatividade dos participantes, o senso de liderança e a conexão com os valores mais genuínos. Para terminar, os participantes de cada mesa se deram as mãos e foram convidados a refletir sobre tudo o que foi construído durante aqueles dias e a agradecer pela contribuição de cada um dos presentes.
O Global Forum se propõe a ser um movimento que continua depois que o evento propriamente dito acaba. Nesta edição, realizada em Curitiba (PR), foram produzidas oitenta e seis propostas de ações para a formação de novos líderes voltados para a sustentabilidade.
O próximo passo já está previsto: discutir essas sugestões em “calls for action”, que vão ocorrer em Curitiba – 29 e 30 de julho – e São Paulo – 20 e 21 de agosto. Também estão previstos outros encontros em Manaus, em algumas cidades do Nordeste e em outras localidades latino-americanas.
A produção desses eventos será levada a Cleveland em junho de 2009, quando acontece uma nova edição do Global Forum.
Por Thays Prado
Planeta Sustentável - 24/06/2008
O Global Forum América Latina reuniu, de 18 a 20 de junho, empresários, estudantes e professores universitários, membros de ONGs e alguns representantes de órgãos do governo para uma grande troca de idéias entre os participantes acerca do que poderia ser feito para alinhar a formação acadêmica com as novas demandas do mercado – que busca profissionais que conheçam sobre sustentabilidade e levem em conta não apenas os impactos econômicos, mas também os sociais, ambientais e políticos ao fazer escolhas dentro da organização.
Para garantir que os cerca de 1300 inscritos pudessem compartilhar suas experiências e propostas durante os dois dias de intensa produção, eles foram distribuídos em mesas com seis a oito integrantes e participaram da dinâmica de Investigação Apreciativa, criada por Ronald Fry, professor da Case Western Reserve University.
ABERTURA
O evento foi marcado por um clima propositalmente informal que procurou acolher o público e os palestrantes. A abertura oficial começou traçando um paralelo entre o que seria desenvolvido durante os dois dias seguintes e as relações de amizade – fundamentais para os seres humanos e que implicam em conhecimento mútuo, afeição, proteção, senso de cooperação e aceitação da essência de cada um.
Rodrigo Loures, presidente da FIEP - Federação das Indústrias do Estado do Paraná e coordenador do evento, ressaltou que, atualmente, existem muitas iniciativas em prol do desenvolvimento sustentável, mas que elas acontecem de maneira desarticulada. Ele ainda falou sobre o papel fundamental da educação na formação dos novos líderes de negócios e a importância de os quatro atores – acadêmicos, empresários, sociedade civil e governos – refletirem sobre isso não apenas durante o evento, mas também dali em diante.
O movimento Global Forum teve início em 2006, em Cleveland (Ohio, EUA) e envolveu quatrocentas lideranças de quarenta países, que discutiram a importância de se repensar o modelo educacional das universidades, principalmente dos cursos de Administração e relacionados. Na época, uma das recomendações foi a de que a iniciativa fosse replicada em várias regiões do planeta e pudesse abordar o assunto em níveis mais locais e, portanto, mais específicos. Rodrigo Loures sugeriu que o primeiro evento regional fosse realizado no Brasil e se ofereceu para organizá-lo.
Para o coordenador do GFAL, a tendência é de que os fóruns se tornem cada vez mais locais, refletindo sobre a educação superior e os negócios em cidades, universidades e salas de aula. Ele ainda falou sobre a necessidade de as transformações na academia serem acompanhadas de transformações simultâneas no mundo empresarial, sob a chancela da sociedade civil – que tem o poder de exercer o consumo consciente – e dos governos – com seus modelos de gestão e regulamentação.
INSPIRAÇÕES
Com o tema “Alianças Estratégicas: Empresas, Universidades e Sociedade cooperando para a Sustentabilidade”, a manhã do dia 19 de junho foi dedicada a ouvir especialistas na área.
Christina Carvalho Pinto, do Mercado Ético, Oscar Motomura, do grupo Amana-Key, Ricardo Young, do Instituto Ethos, Mário Monzoni, da GVces, e o professor universitário Cláudio de Moura Castro serviram de inspiração e referência para que os participantes discutissem o tema, posteriormente, em suas mesas.
Trabalhando no Mercado Ético, uma plataforma de comunicação dedicada à sustentabilidade, Christina falou sobre a importância de os profissionais de mídia estarem mais conectados com eles mesmos para conseguirem fazer com que o tema da sustentabilidade faça sentido para o público e reverbere em seus corações. “Primeiro precisamos aprender a nos comunicar com nosso próprio ser, porque só podemos fazer o que nós somos. Quando nos descolamos de nós mesmos, nos sentimos frágeis e precisamos adquirir coisas externas para expressar nossa identidade”, argumenta. “O sentimento profundo de estar conectado com sua essência proporciona a comunicação com a vida como um todo e a sensação de fazer parte desta mega-teia”.
Para ela, toda prática em prol do desenvolvimento faz diferença, mas “uma pequena prática não significa sustentabilidade. Sustentabilidade não pode ser um apêndice, precisa ser a alma, o coração, o cérebro, a espinha dorsal”. Por meio da responsabilidade socioambiental, Christina diz que é possível obter um lucro triplo – financeiro, como ser humano e para a Terra.
Ricardo Young chamou atenção para um fenômeno atual que envolve empresas e universidades. Ele observa que as empresas demandam novos saberes e inteligências e, por isso, acabam criando as universidades corporativas. Ao mesmo tempo, as universidades decidem formar profissionais para o mercado e banalizam a educação, tornando-a técnica. “Temos um diálogo entre surdos e mudos: empresas que emulam o papel das universidades e universidades que emulam o papel das empresas”.
O presidente do Instituto Ethos conta que o “rebaixamento da alma” – o desprezo que os processos de capacitação têm pelos valores essenciais do ser humano, a compreensão da vida e a visão integradora de desenvolvimento sustentável – sempre lhe intrigou. Ele lembra que, durante a Conferência Internacional do Ethos deste ano, uma professora de Harvard afirmou haver percebido que os alunos aprendiam muito mais fora, do que dentro da sala de aula.
Ricardo Young ainda citou a pesquisa realizada pelo MIT – Instituto de Tecnologia de Massachusetts sobre os fatores fundamentais que fizeram os principais executivos de empresas transnacionais se transformarem em líderes de sucesso. Os resultados apontavam muito mais para aspectos pessoais do que para os pontos estratégicos normalmente enumerados pela mídia.
“Não existe liderança possível em um mundo complexo, se não houver um profundo processo de autoconhecimento, que passa por diálogo, introspecção, co-criação e intuição”, diz Young. Para ele, “está decretada a falência do líder herói e do líder especialista e setorial”, existe uma emergência para a construção de um novo padrão civilizatório e para a formação de um novo tipo de líder – “não aquele formado nos bancos das escolas, nem nos escaninhos e baias das empresas, mas um líder cuja principal qualidade seja a capacidade de aprender a desafiar os próprios princípios e conceitos pré-definidos e ousar com criatividade, inovando e sendo um verdadeiro interventor na realidade. A sociedade clama por lideranças que tenham capacidade de olhar acima e além da sua experiência setorial e de seus interesses pessoais e corporativos. Sem o novo, não há sobrevivência possível no planeta. Esse é desafio urgente que todos temos”.
Ele ainda defende que as transformações devem partir das grandes empresas, responsáveis por mobilizar toda a cadeia produtiva e incentivar o consumo consciente.
O professor Cláudio de Moura Castro falou que a ignorância, ou o total desconhecimento do tema sustentabilidade pode levar a escolhas equivocadas e ressaltou a importância da informação sobre o assunto. Ele também acredita que a sociedade já adquiriu a capacidade de cooperar e empreender ações em prol do coletivo, no entanto, é impossível queimar a etapa da informação sob pena de se fazer um esforço em vão.
Cláudio ainda comenta que não dá para aprender certas coisas pela prática. “Não dá para desmatar primeiro para depois aprender que isso é prejudicial. É aí que entra o papel das lideranças das empresas e do sistema educacional em todos os níveis”.
Para Mário Monzoni, a sustentabilidade ainda é tratada como um tema marginal, que precisa ganhar transversalidade e permear todos os departamentos de um curso acadêmico. Sua percepção é de que os alunos têm repensado suas visões e valores cada vez mais cedo e as universidades precisam responder a essa demanda.
Oscar Motomura propôs que se imaginasse um helicóptero que fosse subindo e revelando: a relação entre o departamento de uma empresa com os demais, em seguida, a inserção da empresa no contexto de mercado, e, depois, na sociedade como um todo. Para o executivo, é preciso que cada um consiga enxergar a si mesmo, seu trabalho e sua organização como parte do planeta. “A pergunta é: qual o meu papel no mundo e o que faço para melhorá-lo?”.
Ele diz que a parceria entre universidades, governos e o mundo empresarial só pode se dar a partir das pessoas que trabalham nessas instituições. Por isso, Motomura acredita que devemos olhar as conexões por uma perspectiva mais biológica e menos mecânica. “Estamos em um momento não de buscar melhorar o que existe, mas de questionar o que existe. E, assim, ter a coragem de reinventar os negócios, os cursos das universidades e os governos. O catalisador das mudanças são as pessoas. Um contamina positivamente o outro. Não há nada mais poderoso do que isso”. Ele finalizou a manhã de palestras dizendo que “já estamos fazendo o possível e, se olharmos de perto, o impossível também. Talvez falte agora viabilizar esse impossível mais rapidamente através da contaminação positiva por meio de ações”.
A tarde do dia 19 contou com a presença do consultor indiano, Ram Charan, responsável pela formação dos principais CEOs do mundo.
No dia 20, foi a vez de algumas empresas e projetos apresentarem suas iniciativas em sustentabilidade para que o público tivesse exemplos reais e pudesse, em seguida, imaginar propostas e soluções que articulassem empresas, universidades, governos e sociedade civil e que contribuíssem para um futuro próximo mais sustentável. O Planeta Sustentável foi um dos movimentos que apresentou case, assim como o Banco Real, o banco Bilbao Vizcaya, a rede de supermercados Wall Mart, a organização Brahma Kumaris e a ANGRAD – Associação Nacional dos Cursos de Graduação em Administração.
NÃO ACABA AQUI
No encerramento do GFAL, Rodrigo Loures comentou sobre o papel do evento ao despertar a criatividade dos participantes, o senso de liderança e a conexão com os valores mais genuínos. Para terminar, os participantes de cada mesa se deram as mãos e foram convidados a refletir sobre tudo o que foi construído durante aqueles dias e a agradecer pela contribuição de cada um dos presentes.
O Global Forum se propõe a ser um movimento que continua depois que o evento propriamente dito acaba. Nesta edição, realizada em Curitiba (PR), foram produzidas oitenta e seis propostas de ações para a formação de novos líderes voltados para a sustentabilidade.
O próximo passo já está previsto: discutir essas sugestões em “calls for action”, que vão ocorrer em Curitiba – 29 e 30 de julho – e São Paulo – 20 e 21 de agosto. Também estão previstos outros encontros em Manaus, em algumas cidades do Nordeste e em outras localidades latino-americanas.
A produção desses eventos será levada a Cleveland em junho de 2009, quando acontece uma nova edição do Global Forum.


























