meio ambiente
Orla mais verde
Dunas de Ipanema e Leblon ganham vegetação nativa de restinga
Por Vanessa Barbosa
Revista Veja Rio - 02/07/2008
Nestes tempos de conscientização ecológica, os cariocas têm mais um motivo para se orgulhar das belezas naturais de sua cidade. E também um desafio. Desde o início do mês, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o Comitê Gestor da Orla estão recompondo a vegetação de restinga de seis dunas das praias de Ipanema e Leblon, no trecho próximo ao Jardim de Alah. Além de revitalizar a paisagem local, a reconstituição da cobertura verde pretende proteger as dunas da degradação causada pela intervenção humana e também pelo vento. A meta é que no período de um ano sejam replantadas mais de 15 000 mudas de espécies nativas, num total de 6 500 metros quadrados. O desafio é conscientizar a população da necessidade de se manterem as mudas, muitas vezes confundidas com mato comum.
O replantio acontece em duas fases. Na primeira, agentes ambientais preparam o solo com a ipoméia, espécie resistente ao vento e a mudanças de temperatura que ajuda na contenção das dunas fixando a areia e impedindo que deslize e invada o calçadão. Em três meses surgem novas mudas. Começa então a segunda fase, com o plantio de espécies mais ornamentais, como bromélias, alguns tipos de cacto e plumbago – também conhecido como bela-emília, que possui flores delicadas em forma de pequenos buquês. Três dunas já receberam a primeira leva de ipoméias: 800 das 2 000 mudas previstas.
Restaurar parte da cobertura nativa perdida ao longo dos anos não é tarefa fácil. Especialista em vegetação de restinga, a professora do departamento de ecologia do Instituto de Biologia da UFRJ Dorothy Sue Dunn afirma que o descuido e atos de vandalismo podem pôr em risco a vegetação. "As pessoas têm de fiscalizar, fazer campanha", diz. "É preciso educação e conscientização ambiental." Atenta à questão, a Fundação Parques e Jardins produziu e distribui o Manual da Praia, uma cartilha com normas para a manutenção desses espaços, destinada aos freqüentadores – de banhistas a trabalhadores, de barraqueiros a esportistas. Mas, para garantir a segurança, as áreas de replantio estão protegidas por cercas de arame, sinalizadas com placas. Só o comportamento do carioca dirá se, no futuro, elas poderão ser removidas.
Nestes tempos de conscientização ecológica, os cariocas têm mais um motivo para se orgulhar das belezas naturais de sua cidade. E também um desafio. Desde o início do mês, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e o Comitê Gestor da Orla estão recompondo a vegetação de restinga de seis dunas das praias de Ipanema e Leblon, no trecho próximo ao Jardim de Alah. Além de revitalizar a paisagem local, a reconstituição da cobertura verde pretende proteger as dunas da degradação causada pela intervenção humana e também pelo vento. A meta é que no período de um ano sejam replantadas mais de 15 000 mudas de espécies nativas, num total de 6 500 metros quadrados. O desafio é conscientizar a população da necessidade de se manterem as mudas, muitas vezes confundidas com mato comum.
O replantio acontece em duas fases. Na primeira, agentes ambientais preparam o solo com a ipoméia, espécie resistente ao vento e a mudanças de temperatura que ajuda na contenção das dunas fixando a areia e impedindo que deslize e invada o calçadão. Em três meses surgem novas mudas. Começa então a segunda fase, com o plantio de espécies mais ornamentais, como bromélias, alguns tipos de cacto e plumbago – também conhecido como bela-emília, que possui flores delicadas em forma de pequenos buquês. Três dunas já receberam a primeira leva de ipoméias: 800 das 2 000 mudas previstas.
Restaurar parte da cobertura nativa perdida ao longo dos anos não é tarefa fácil. Especialista em vegetação de restinga, a professora do departamento de ecologia do Instituto de Biologia da UFRJ Dorothy Sue Dunn afirma que o descuido e atos de vandalismo podem pôr em risco a vegetação. "As pessoas têm de fiscalizar, fazer campanha", diz. "É preciso educação e conscientização ambiental." Atenta à questão, a Fundação Parques e Jardins produziu e distribui o Manual da Praia, uma cartilha com normas para a manutenção desses espaços, destinada aos freqüentadores – de banhistas a trabalhadores, de barraqueiros a esportistas. Mas, para garantir a segurança, as áreas de replantio estão protegidas por cercas de arame, sinalizadas com placas. Só o comportamento do carioca dirá se, no futuro, elas poderão ser removidas.