Blog da Redação
18/11/2008 às 18:52

Com um olhar atento e o coração aberto, qualquer pessoa é capaz de tornar o mundo – ou um pedacinho dele – mais agradável e justo para se viver. Foi isso o que Jonas Tadeu dos Santos Rosa (o garoto da foto), de 15 anos, mostrou na última semana.

Insatisfeito com o ensino da escola pública onde estudava, no bairro do Itaim Paulista, na zona leste de São Paulo, e cansado do preconceito dos colegas, pelo fato de ser um bom aluno, Jonas enviou e-mails a 54 colégios particulares da capital pedindo uma bolsa de estudos. Conseguiu, no Augusto Laranja, localizado na zona sul da capital.

Para chegar até lá às 7 da manhã, o jovem acorda às 4, pega um trem na estação Brás, vai de metrô até a estação Santa Cruz e toma um ônibus que o deixa na região do Shopping Ibirapuera. 
 
Jonas poderia ter se colocado no papel de “vítima do sistema” e lamentar diariamente pela longa distância que precisa percorrer para ter um ensino de melhor qualidade ou pela baixa condição financeira dos pais. No entanto, ele escolheu olhar um pouco menos para si e um pouco mais à sua volta.

E foi assim que observou a dificuldade diária das pessoas com deficiência auditiva em obter informações sobre itinerários nas estações de trem e metrô. Novamente, em vez de reclamar da injustiça e da desigualdade do mundo, o adolescente resolveu agir: propôs um projeto de lei ao Parlamento Jovem da Câmara Municipal de São Paulo, que torna obrigatório o treinamento dos funcionários públicos, que trabalhem em locais com grande fluxo de pessoas, para o aprendizado da linguagem de sinais.

O projeto foi apresentado aos vereadores na última sexta-feira, 14 de novembro, durante a 7ª edição do Parlamento Jovem e já ganhou a atenção de Mara Gabrilli (PSDB), que deve levar a idéia adiante. A história de Jonas ficou conhecida na quinta-feira anterior, por meio da coluna de Gilberto Dimenstein na rádio CBN.



17/11/2008 às 17:53

Um terço da poluição do Rio Tietê é resultante do lançamento de lixo urbano em suas águas, seja por meio da chuva, que leva a sujeira das ruas, seja pelos esgotos clandestinos – só na capital paulista existem mais de 100 mil. Isso quer dizer que, mesmo que o esgoto coletado passasse, integralmente, por tratamento antes de ser lançado nos corpos d’água, nossos rios continuariam poluídos.

No entanto, o esgoto também é um problema sério na Região Metropolitana de São Paulo: 15% da população não têm acesso à coleta de seus dejetos, 1,27 bilhão de litros de esgoto são lançados todos os dias no curso dos rios na capital e mais 394 milhões em outras seis cidades.

Atualmente, existem cinco ETEs – Estações de Tratamento de Esgoto da Sabesp na metrópole, que possuem capacidade de tratar o esgoto de 8,4 milhões de pessoas – ou seja, nem a metade dos 20 milhões de habitantes da RMSP.

A expectativa é de que essa questão esteja resolvida até 2018, quando toda a população deve ter acesso não só à coleta, mas também ao tratamento de esgoto. Uma das medidas para que isso aconteça é dar andamento à fase 3 do Projeto Tietê que, nas duas primeiras fases, eliminou 2.250 pontos de lançamento de esgoto no rio e deve liquidar com mais 2.500 pontos, que serão conectados à rede de tratamento, diminuindo em 120 Km a quantidade de esgoto jogada ali.

Para agilizar o processo, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, técnicos do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento estão na cidade para avaliar o Projeto Tietê e devem emprestar U$ 800 milhões até 2014. O governo do estado entraria com mais 200 milhões.

Ainda segundo a reportagem, o Programa Córrego Limpo deve despoluir 1.100 corpos d’água no município e cem lançadores que despejam cerca de 2 mil litros de esgoto por segundo no rio Pinheiros também estão sendo conectados à rede de tratamento.

Enquanto isso, cabe à população fazer a sua parte, não sujando a cidade nem jogando lixo nos rios. Dá uma olhada na foto acima, do Rio Pinheiros, tirada pelo fotógrafo Antônio Milena. Um pouco de consciência faria muito bem a esse terrível cenário.



14/11/2008 às 17:22
Quais são os problemas do seu bairro? Falta uma creche? Uma praça? Um centro cultural melhoraria a qualidade de vida da comunidade? Então faz o seguinte, reúna todo mundo disposto a ajudar e, em dois dias, faça o projeto virar realidade. Pode parecer demagogia, mas é prática. É isso que faz o Jogo Oásis, projeto difundido pelo Instituto Elos*, que realiza eventos com diversos setores da comunidade, como o governo municipal, ONGs e moradores.

Nos dias 25 e 26 de outubro o jogo foi feito no bairro do Bixiga, em São Paulo, e a comunidade decidiu revitalizar o Recanto do Pedrinho, uma área verde mal aproveitada. Lixaram e pintaram os muros, plantaram grama e limparam um terreno que será transformado em uma biblioteca.

A meta é fazer dez rodadas em São Paulo em 2009, duas por região, pelo menos. Já foram realizados jogos em Santos, Diadema e Santo André. Além da revitalização de praças, foram construídos parquinhos infantis, áreas de lazer e até um sistema sustentável de purificação de água de esgoto. Mais de 1.000 pessoas se envolveram nas ações. No Jardim Gaivotas mais de 350 pessoas construíram um parque comunitário à beira da Represa Bilings e uma bio-estação de tratamento de esgotos. (veja o  vídeo abaixo).




Para saber mais sobre o Jogo Oásis leia o blog, veja as fotos ou assista os vídeos no site do projeto.

*Insituto Elos



Blog da Redação

Por:
Mônica Nunes,
Roberta Ávila
Thiago Carrapatoso,
Thays Prado

A redação do Planeta Sustentável é um encontro de pessoas envolvidas com um grande desafio: trabalhar a sustentabilidade como um tema urgente e transversal, tradutível em múltiplas lingüagens, necessário para os diversos públicos. Aqui, a editora Mônica Nunes e os repórteres Thiago Carrapatoso, Thays Prado e Roberta Ávila comentam as matérias do site, indicam lugares imperdíveis da web e contam novidades sobre cultura, sociedade, meio ambiente, negócios sustentáveis e outros temas. Vale lembrar que já passaram por aqui outros colaboradores, cujos textos "recheiam", com competência, o arquivo deste blog: Daniela Silva, Isabel Braga, Danilo Romeiro e Érica Georgino.
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