
E foi assim que observou a dificuldade diária das pessoas com deficiência auditiva em obter informações sobre itinerários nas estações de trem e metrô. Novamente, em vez de reclamar da injustiça e da desigualdade do mundo, o adolescente resolveu agir: propôs um projeto de lei ao Parlamento Jovem da Câmara Municipal de São Paulo, que torna obrigatório o treinamento dos funcionários públicos, que trabalhem em locais com grande fluxo de pessoas, para o aprendizado da linguagem de sinais.
O projeto foi apresentado aos vereadores na última sexta-feira, 14 de novembro, durante a 7ª edição do Parlamento Jovem e já ganhou a atenção de Mara Gabrilli (PSDB), que deve levar a idéia adiante. A história de Jonas ficou conhecida na quinta-feira anterior, por meio da coluna de Gilberto Dimenstein na rádio CBN.

Um terço da poluição do Rio Tietê é resultante do lançamento de lixo urbano em suas águas, seja por meio da chuva, que leva a sujeira das ruas, seja pelos esgotos clandestinos – só na capital paulista existem mais de 100 mil. Isso quer dizer que, mesmo que o esgoto coletado passasse, integralmente, por tratamento antes de ser lançado nos corpos d’água, nossos rios continuariam poluídos.
No entanto, o esgoto também é um problema sério na Região Metropolitana de São Paulo: 15% da população não têm acesso à coleta de seus dejetos, 1,27 bilhão de litros de esgoto são lançados todos os dias no curso dos rios na capital e mais 394 milhões em outras seis cidades.
Atualmente, existem cinco ETEs – Estações de Tratamento de Esgoto da Sabesp na metrópole, que possuem capacidade de tratar o esgoto de 8,4 milhões de pessoas – ou seja, nem a metade dos 20 milhões de habitantes da RMSP.
A expectativa é de que essa questão esteja resolvida até 2018, quando toda a população deve ter acesso não só à coleta, mas também ao tratamento de esgoto. Uma das medidas para que isso aconteça é dar andamento à fase 3 do Projeto Tietê que, nas duas primeiras fases, eliminou 2.250 pontos de lançamento de esgoto no rio e deve liquidar com mais 2.500 pontos, que serão conectados à rede de tratamento, diminuindo em 120 Km a quantidade de esgoto jogada ali.
Para agilizar o processo, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, técnicos do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento estão na cidade para avaliar o Projeto Tietê e devem emprestar U$ 800 milhões até 2014. O governo do estado entraria com mais 200 milhões.
Ainda segundo a reportagem, o Programa Córrego Limpo deve despoluir 1.100 corpos d’água no município e cem lançadores que despejam cerca de 2 mil litros de esgoto por segundo no rio Pinheiros também estão sendo conectados à rede de tratamento.
Enquanto isso, cabe à população fazer a sua parte, não sujando a cidade nem jogando lixo nos rios. Dá uma olhada na foto acima, do Rio Pinheiros, tirada pelo fotógrafo Antônio Milena. Um pouco de consciência faria muito bem a esse terrível cenário.
Nos dias 25 e 26 de outubro o jogo foi feito no bairro do Bixiga, em São Paulo, e a comunidade decidiu revitalizar o Recanto do Pedrinho, uma área verde mal aproveitada. Lixaram e pintaram os muros, plantaram grama e limparam um terreno que será transformado em uma biblioteca.
A meta é fazer dez rodadas em São Paulo em 2009, duas por região, pelo menos. Já foram realizados jogos em Santos, Diadema e Santo André. Além da revitalização de praças, foram construídos parquinhos infantis, áreas de lazer e até um sistema sustentável de purificação de água de esgoto. Mais de 1.000 pessoas se envolveram nas ações. No Jardim Gaivotas mais de 350 pessoas construíram um parque comunitário à beira da Represa Bilings e uma bio-estação de tratamento de esgotos. (veja o vídeo abaixo).